Odebrecht e Cemig divergem sobre oferta chinesa pela usina de Santo Antônio, dizem fontes

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SÃO PAULO (Reuters) – A estatal mineira Cemig e a empreiteira Odebrecht têm se desentendido sobre uma oferta apresentada pela chinesa State Power Investment Corp. (SPIC) para aquisição da hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia, onde ambas empresas são sócias, disseram à Reuters três fontes próximas ao assunto.

Envolvida em uma enorme crise financeira desde que foi atingida pelas investigações da Operação Lava Jato, a Odebrecht está ansiosa para vender sua fatia na usina, mas a Cemig tem travado o negócio por não concordar com o valor oferecido, disseram as fontes.

Uma primeira oferta da SPIC aos minoritários da usina já havia sido dispensada pela Cemig, mas uma segunda proposta feita no final de junho segue insatisfatória para os mineiros.

O aval dos mineiros é crucial para a operação, porque os chineses querem ser controladores, e a Odebrecht possui apenas cerca de 18 por cento do negócio.

Um dos problemas é que a proposta da SPIC avalia Santo Antônio por um valor bem menor do que o pago pela Cemig por parte da fatia da Andrade Gutierrez no empreendimento em 2014.

“Tem uma dificuldade, porque a Odebrecht aceita vender por um preço, mas a Cemig não quer aceitar porque pagou mais caro pelo ativo. Isso cria um certo impasse”, disse uma das fontes, sob a condição de anonimato.

Orçada em 20 bilhões de reais, Santo Antônio já está completamente em operação e é uma das maiores usinas do Brasil, com cerca de 3,5 gigawatts em capacidade instalada.

O empreendimento tem como sócios a estatal Eletrobras, além de Cemig, Odebrecht, FIP Caixa Amazônia Energia e SAAG Investimentos, uma empresa de participações onde Cemig e Andrade e Gutierrez são sócias.

A Cemig e a Odebrecht têm capitaneado as conversas para vender a usina, enquanto a Eletrobras tem dito que vai aguardar essas negociações e poderá eventualmente acompanhar os demais sócios na venda.

Tanto Cemig quanto Eletrobras anunciaram grandes planos de desinvestimentos que incluem a previsão de venda de Santo Antônio e outros ativos para reduzir seus níveis de envididamento.

BRIGA INTERNA

Uma fonte próxima às negociações da Cemig disse que a transação tem gerado desentendimentos na cúpula da empresa, com parte dos acionistas favorável à venda da hidrelétrica e outros em busca de uma oferta melhor pelo ativo.

A fonte disse que a oposição à venda neste momento é comandada pela Andrade Gutierrez, que é sócia da Cemig e controla a diretoria responsável pelas fusões e aquisições da companhia.

“Eles falam que o preço é insuficiente para vender o ativo”, afirmou.

As fontes não citaram valores envolvidos nas negociações.

Segundo duas das fontes, a avaliação sobre o valor de Santo Antônio tem sido impactada por diversos fatores, como uma discussão judicial sobre a produtividade da usina.

Em junho, uma avaliação da Aneel apontou que a usina tem “desempenho insatisfatório”, com uma geração média entre 2013 e fevereiro de 2017 que representa apenas 42,3 por cento da garantia física, que é o montante de eletricidade que a usina pode comercializar no mercado.

“A questão do valor (ofertado pela usina) ser baixo tem muito a ver com os passivos regulatórios, são um problema importante”, disse a primeira fonte.

Executivos da Cemig disseram em teleconferência no início de julho que a companhia estava “muito próxima” de vender sua fatia em Santo Antônio, mas desde então a companhia não comentou mais o negócio.

Procuradas, Cemig, Eletrobras, Caixa e Andrade Gutierrez disseram que não iriam comentar o assunto. A Odebrecht disse apenas que “seguem as negociações” pela venda da usina.

A Santo Antônio Energia, que reúne os sócios da hidrelétrica, não comentou a avaliação da Aneel sobre sua performance e disse que não acompanha as negociações dos sócios. Não foi possível contatar representantes da SPIC.

Fonte: https://extra.globo.com/noticias/economia/odebrecht-cemig-divergem-sobre-oferta-chinesa-pela-usina-de-santo-antonio-dizem-fontes-21638585.html

Cade aprova sem restrições compra da The Body Shop pela Natura

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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a aquisição da marca britânica The Body Shop pela Natura sem restrições, segundo despacho publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira, 25.

Em 9 de junho, a fabricante brasileira de cosméticos entrou em negociações exclusivas com o grupo francês L’Oréal para compra de 100 por cento da The Body Shop, em uma transação que pode movimentar € 1 bilhão.

A Natura concluiu a aquisição em 26 de junho, mas a operação ainda estava sujeita à aprovação de autoridades regulatórias no Brasil e nos Estados Unidos.

Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios,cade-aprova-sem-restricoes-compra-da-the-body-shop-pela-natura,70001903630

Cade aprova compra de unidade da Monsanto pela AGCO

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São Paulo – O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a aquisição pela AGCO Corporation da unidade de componentes de agricultura de precisão Precision Planting, da Monsanto, segundo publicação no Diário Oficial da União desta terça-feira.

O negócio tem escopo global e envolve também os ativos da empresa no Brasil e na Argentina, segundo disseram as empresas ao órgão antitruste.

“A Monsanto decidiu sair do negócio de componentes de agricultura de precisão para plantadeiras, visando se concentrar em fornecer soluções de tecnologia agrícola para agricultores e agrônomos. Já para a AGCO, a operação representa uma oportunidade de expansão de seu portfólio”, afirma o Cade em seu parecer sobre a aquisição.

A operação já foi submetida às autoridades concorrenciais dos Estados Unidos e será apresentada às autoridades de Ucrânia e Argentina.

Segundo o Cade, a Precision Planting “tem presença limitada no Brasil”, com um portfólio de produtos mecânicos, sistemas de controle e monitores para agricultura de precisão, enquanto a AGCO opera fabricando e vendendo equipamentos agrícolas como tratores, plantadeiras e outros.

Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/cade-aprova-compra-de-unidade-da-monsanto-pela-agco/

Grupo francês Saint-Gobain compra brasileira TekBond

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O grupo francês de materiais de construção Saint-Gobain anunciou, nesta terça-feira (25), a aquisição da TekBond – a número dois do mercado de adesivos industriais no Brasil.

O valor da compra não foi informado.

“A Saint-Gobain assinou um acordo definitivo para a compra de 100% do capital da TekBond”, empresa brasileira especializada na fabricação e na comercialização de uma ampla gama de adesivos, informa um comunicado.

“Essa aquisição permitirá à Saint-Gobain no Brasil obter importantes sinergias”, completou o grupo francês.

Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/grupo-frances-saint-gobain-compra-brasileira-tekbond/

AT&T negocia com EUA aprovação de acordo com Time Warner

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Nova York/Washington – As autoridades antitruste dos EUA começaram a negociar com representantes da AT&T e da Time Warner a respeito de possíveis condições que garantiriam a aprovação de sua combinação em uma operação de US$ 85,4 bilhões, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

As discussões, que estão em fase inicial, sugerem que os advogados do governo praticamente concluíram a análise realizada durante meses a respeito de como a AT&T, a maior distribuidora de TV paga, poderia mudar o panorama da mídia com sua oferta pela empresa dona da CNN e da HBO — e mostra que as partes começaram a conversar a respeito de como podem fazer a fusão funcionar sem prejudicar as rivais.

As autoridades antitruste dos EUA, que impediram muitas combinações entre concorrentes diretos, raramente interfere para impedir acordos verticais como esse. Mas o Departamento de Justiça está sendo pressionado a não aprovar a fusão. Concorrentes dos setores de mídia e de TV por assinatura disseram aos advogados do departamento que temem que a AT&T favoreceria a programação interna que compraria, segundo duas pessoas familiarizadas com o assunto.

Parlamentares democratas, por sua vez, afirmaram que o acordo poderia levar a preços mais altos e a menos opções. E o presidente dos EUA, Donald Trump, disse durante a campanha eleitoral que a combinação concentraria o poder da mídia.

Bom comportamento

Os advogados antitruste atualmente se concentram, segundo as pessoas informadas a respeito, em avaliar se a AT&T poderia fazer uma promessa de bom comportamento suficientemente convincente para satisfazer as autoridades — mostrando, por exemplo, que não usará seu peso para se aproveitar injustamente de sua própria programação.

Esse tipo de contrapartida, chamado de remédio de conduta, é comum em acordos verticais como esse. A AT&T está aberta às condições para diminuir as preocupações, disse seu CEO, Randall Stephenson, à CNBC, no ano passado, após o anúncio do acordo.

Um desafio: os advogados do Departamento de Justiça estão iniciando as negociações sem que seu novo chefe possa avaliar um acordo que transformaria a AT&T em um império midiático e de telecomunicações.

O diretor antitruste do Departamento de Justiça nomeado por Trump, Makan Delrahim, aguarda confirmação do Senado.

Delrahim não vê grandes problemas no negócio, a julgar por suas declarações públicas. Ele disse aos senadores, no início do ano, que as fusões verticais não costumam aumentar os problemas de concorrência.

Ele também disse no ano passado antes de sua nomeação que o acordo da Time Warner não cria grandes obstáculos antitruste apesar de seu tamanho, porque une uma distribuidora de TV por assinatura com uma provedora de conteúdo.

Pessoas familiarizadas com esse pensamento afirmam que ele não é fã dos remédios de conduta. Se rejeitar reparações comportamentais, ele poderia tanto decidir bloquear o acordo quanto aprová-lo sem mudanças.

Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/att-negocia-com-eua-aprovacao-de-acordo-com-time-warner/

Snapchat compra empresa para desenvolver proteção contra cópia do seu app

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Depois de ter diversos recursos copiados por praticamente todos os serviços do Facebook, o Snapchat quer dificultar a vida dos engenheiros comandados por Mark Zuckerberg ao proteger o código do seu app contra engenharia reversa.

Recentemente, o Snapchat concluiu a aquisição da Strong.Codes, empresa especialista em proteção de código, e pretende usá-la no desenvolvimento de um programa que impede que um software seja desfeito para que um recurso seja copiado, segundo a Bloomberg.

O alvo principal não é exatamente o Facebook – os engenheiros do Facebook são talentosos o suficiente para desenvolver recursos parecidos com os do Snapchat por conta própria, se assim eles quiserem. A ideia é evitar que imitações baratas do Snapchat enganem usuários.

Fonte: https://olhardigital.com.br/noticia/snapchat-compra-empresa-para-desenvolver-protecao-contra-copia-do-seu-app/69912

Mastercard compra empresa de inteligência artificial

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A Mastercard anunciou na última semana a compra da empresa de inteligência artificial (IA) Brighterion. O valor da transação não foi revelado. Segundo a operadora de meios de pagamento, a tecnologia de IA da companhia lhe permitirá oferecer experiências de consumo aprimoradas e mais seguras aos seus clientes.

No caso da Brighterion, a Mastercard planeja integrar a tecnologia Smart Agent aos seus produtos de segurança, que já utilizam IA de diferentes formas.

“Contribuímos com a Mastercard por anos na identificação de padrões e tendências para capacitar os processos de autorização e decisão de seus clientes mais avançados. Esperamos aproveitar essa base de forma eficaz e oferecer uma experiência de segurança que seja a melhor, mais integrada e perfeita da indústria”, explica o fundador e CEO da Brighterion, Dr. Akli Adjaoute.

Fonte: http://computerworld.com.br/mastercard-compra-empresa-de-inteligencia-artificial

Possível compra da Cedae pelo BNDES gera polêmica

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A quem cabe resgatar o estado do Rio de Janeiro de sua penúria? Nesta semana um novo e improvável candidato veio à tona: o BNDES. Esse mesmo: o famigerado banco estatal de fomento que turbinou a política de campeões nacionais do PT e que, no início do governo Temer, caminhava a passos decididos para uma gestão de austeridade e responsabilidade.

A proposta na mesa é que o maior banco de fomento do país compre do Estado do Rio sua empresa de saneamento, a Cedae, por cerca de 3,5 bilhões de reais. O valor ajudaria o Rio a resolver parte de seus problemas financeiros (os salários de boa parte dos servidores estão atrasados há dois meses), mas desvia de forma trágica o BNDES de sua caminhada para diminuir a interferência política de suas decisões.

 “Num momento em que se tentava deixar o banco independente e enxuto, a compra da Cedae é um desvio de foco muito grande”, diz Sergio Lazzarini, professor do Insper. Segundo notícias divulgadas ao longo da semana, a ideia de vender a Cedae ao BNDES vinha sendo gestada no governo do Rio há alguns meses. A venda foi autorizada pelo presidente Michel Temer nesta semana e, na próxima segunda-feira, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), se reúne com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, e com o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, para acertar os últimos detalhes.

 Pela proposta inicial, o banco compraria a Cedae via seu braço de investimentos BNDESPar e, nos próximos meses, finalizaria a privatização da companhia. O dinheiro arrecadado com a privatização serviria como uma antecipação de recursos ao Rio para pagar salários atrasados de servidores públicos e fornecedores, que hoje está em 2,4 bilhões de reais. Nas últimas semanas, a equipe técnica do BNDES se dedica a estruturar a privatização da Cedae, papel para o qual o banco havia sido destacado. Eis que, no meio do caminho, o BNDES deixou de assessorar para também assinar um cheque bilionário.

 “O papel do BNDES na privatização é vender e não comprar para reestruturar. Se o BNDES comprar a Cedae, não haverá pressão do governo para ajudar a vender a empresa depois. Ela pode acabar ficando na carteira do banco, como já aconteceu com outras empresas, e qual o ganho que o BNDES tem com isso?”, diz Elena Landau, ex-diretora de privatizações do BNDES.

 Em gestões passadas, como na de Luiz Carlos Mendonça de Barros, nos anos 90, o BNDES investiu em empresas estatais para antecipar receitas e incentivar leis estaduais que permitissem a privatização. Mas o banco era minoritário nas companhias. Desta vez, é diferente.

 Com a compra da Cedae, o banco passaria a participar ativamente da gestão da companhia, com permissão para indicar diretores e conselheiros. Com isso, o BNDES poderia fazer todas as mudanças necessárias antes de privatizar a companhia. “O papel do banco não é de fazer gestão. O que ele vai fazer? Contratar um headhunter e mudar a diretoria? Quanto tempo isso vai levar?”, diz um economista ouvido por EXAME.

 A nova gestão

 Segundo informações do jornal O Globo, a compra da Cedae teria simpatia do presidente do banco, Paulo Rabello de Castro. Para economistas, a história é mais uma polêmica de Rabello, que ocupa o cargo há pouco mais de um mês e meio. “O novo presidente tem dado sinais muito desconexos, destoando da orientação que a Maria Silvia vinha trazendo, que era muito boa. No mínimo trata-se de uma série de ações de uma pessoa que não entende o papel de um banco de fomento”, diz Lazzarini. Em nota divulgada nesta quinta-feira, o BNDES informou que recebeu demanda do governo federal em relação ao processo de compra da Cedae. “O corpo técnico do banco começou a analisar a viabilidade da operação e, assim que houver informações mais precisas, elas serão divulgadas”, diz a nota.

 No início do mês, Rabello de Castro se envolveu em uma polêmica ao criticar a Taxa de Longo Prazo (TLP), nova política do BNDES definida por medida provisória editada pelo governo antes da chegada de Rabello. O economista disse que a TLP pode prejudicar as empresas tomadoras de crédito ao reduzir a “previsibilidade” das condições dos financiamentos. A declaração culminou no pedido de demissão de dois diretores do BNDES, Claudio Coutinho e Vinicius Carrasco, ambos envolvidos na criação da TLP, que passará a vigorar a partir de 2018. Após o mal estar, Rabello de Castro voltou atrás e disse estar “vinculado ao projeto”. Na quinta-feira mais um diretor, Ricardo Baldin, da área de Controladoria, Gestão de Riscos e Tecnologia da Informação pediu demissão. Precisa de crédito? Saiba com a ContaAzul o que deve ser analisado antes de obter financiamento para pequenas empresas Patrocinado 

 O BNDES voltou, decididamente, ao centro das polêmicas – e isso é uma péssima notícia para o Brasil.

Fonte: http://exame.abril.com.br/brasil/possivel-compra-da-cedae-pelo-bndes-gera-polemica/

J&F está perto de vender a Vigor por R$ 6 bi, dizem fontes

Informação é de uma pessoa familiarizada com a transação que pediu anonimato porque as discussões são privadas.

Lala está em negociações exclusivas para adquirir a Vigor, disse a pessoa, acrescentando que o acordo pode ser assinado em cerca de uma semana. Lala e Vigor não quiseram comentar e J&F não respondeu a pedidos de comentário.

A família Batista tem se empenhado em vender ativos para pagar multas acertadas na delação premiada dos irmãos Joesley e Wesley em maio deste ano.

A família já acertou a venda da Alpargatas por R$ 3,5 bilhões e negocia a venda da Eldorado Brasil Celulose para a chilena Arauco, que fez uma oferta de cerca de R$ 14 bilhões, disse uma pessoa familiarizada com a transação no mês passado.

A J&F pretende levantar pelo menos R$ 8 bilhões com a venda dos ativos, segundo um relatório da S&P.

Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/jf-esta-perto-de-vender-a-vigor-por-r-6-bi-dizem-fontes/

Localiza: fusão com a Hertz ainda não foi precificada

Money Times – Os resultados da Localiza (SA:RENT3) “vieram fortes”, avalia o Citi em um relatório enviado a clientes nesta sexta-feira (21). O lucro líquido ficou em R$ 129,3 milhões, uma alta de 31,9% em relação ao apurado no mesmo intervalo de 2016, veio acima das expectativas do banco e do consenso. O analista Stephen Trent observou um aumento na taxa de utilização da frota, compatível com uma diluição do custo fixo incremental que explicam os números das receitas.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado totalizou R$ 298,7 milhões entre abril e junho de 2017, uma alta de 27,5% na comparação com o segundo trimestre de 2016. A receita líquida apresentou crescimento de 39,7% quando comparada ao mesmo período do ano passado, para R$ 1,345 bilhão.

“Embora o fluxo de caixa livre, incluindo os custos associados à construção de sua nova sede, tenha sido um pouco negativo, tudo mais constante, esses resultados devem dar suporte para uma reação positiva das ações nesta sexta-feira”, explica Trent.

As receitas líquidas de aluguel apresentaram crescimento de 17,6%, sendo 21,2% na Divisão de Aluguel de Carros e 10,6% na Divisão de Gestão de Frotas. A receita líquida do Seminovos entre abril e junho cresceu 62,8% quando comparada ao segundo trimestre de 2016, devido à expansão de 46,0% no volume de vendas e de 11,5% no preço médio dos carros vendidos.

Ações

Segundo o Citi, os fundamentos subjacentes da Localiza continuam fortes, incluindo um trimestre de resultados recordes, apesar do ambiente político e econômico bastante desafiador no Brasil. “Além dos fundamentos fortes no mercado interno, as sinergias potenciais associadas à Hertz ainda podem não estar totalmente precificadas”, diz.

A recomendação é de compra e o preço-alvo estimado é de R$ 56,50. O potencial de valorização é de 14,6%

Fonte: https://br.investing.com/news/mercado-de-a%C3%A7%C3%B5es-e-financeiro/localiza:-fus%C3%A3o-com-a-hertz-ainda-n%C3%A3o-foi-precificada-502638

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