Pressionadas pela Netflix, Scripps e Discovery negociam fusão

Nova York/Los Angeles – Uma combinação da Scripps Networks Interactive com a Discovery Communications ou a Viacom poderia ajudar as empresas de mídia a reduzir custos, ganhar força em negociações com distribuidores e crescer internacionalmente em um momento em que a indústria televisiva dos EUA enfrenta novas pressões.

Mas nenhuma parceria do tipo resolverá os principais desafios enfrentados por um setor que muda rapidamente e no qual as empresas mais bem posicionadas possuem menos canais a cabo, e não mais, afirmam analistas de mídia.

A Discovery e a Viacom, duas proprietárias de emissoras de TV a cabo prejudicadas pela ascensão da Netflix e do YouTube, tiveram conversas separadas para se combinarem com a Scripps, proprietária da HGTV e da Food Network, segundo uma pessoa com conhecimento do assunto. A notícia fez as ações das empresas subirem nesta quarta-feira.

A Scripps, que tem um valor de mercado de US$ 8,7 bilhões, chegou a subir 20 por cento no pregão desta quarta-feira, maior aumento registrado desde outubro de 2008.

As ações da Discovery, empresa avaliada em US$ 15 bilhões dona dos canais Animal Planet e TLC, chegou a subir 7 por cento, maior alta registrada desde novembro. A Viacom, empresa avaliada em US$ 14,5 bilhões dona da Nickelodeon e da MTV, avançou 2,5 por cento.

A Discovery, que gera cerca de metade de sua receita fora dos EUA, poderia ajudar a Scripps a expandir sua presença internacional, especialmente na Europa, onde a Scripps adquiriu participação na operadora de TV polonesa TVN. Uma combinação também poderia ajudá-las a ganhar alguma força nas negociações com as distribuidoras de TV, uma vez que ambas foram excluídas dos novos serviços de TV on-line.

“As pressões no ecossistema tradicional das emissoras de cabo são fortes o suficiente — e as avaliações são baixas o suficiente — para vermos os méritos dessa possível combinação”, disse Jason Bazinet, analista do Citigroup, em nota, na quarta-feira.

Pacotes mais magros

Mas um acordo entre as empresas pode acabar prejudicando, e não ajudando, a Discovery e a Scripps em suas negociações com as distribuidoras, segundo Todd Juenger, analista da Sanford C. Bernstein. A indústria da televisão está avançando em direção a pacotes de TV reduzidos e mais baratos para competir com a Netflix em termos de preço, o que força as empresas de programação a reduzirem a quantidade de canais de cabo em vez de aumentarem.

“Combinando Discovery e Scripps, chega-se agora, literalmente, a 20 canais”, e muitos deles não são de interesse das distribuidoras, disse Juenger, em nota na quarta-feira. “Isso já representa um problema para a Discovery, mas achamos que somar a Scripps piora a situação.”

Além disso, nenhuma das três empresas transmite esporte ao vivo nos EUA, amplamente considerado um dos últimos tipos de programação capazes de atrair grandes audiências de televisão e chamar anunciantes.

As empresas tradicionais de mídia que criaram negócios bilionários com base na TV a cabo estão sentindo a pressão para crescerem por meio de aquisições após perderem espectadores para serviços de vídeo on-line e para as redes sociais. Os consumidores estão passando mais tempo na web e os anunciantes os estão seguindo.

“Há mais pressão sobre as empresas de TV a cabo em todo o mundo, e também sobre as empresas de satélites e de dispositivos móveis, para se combinarem ou tentarem descobrir como oferecer tudo isso juntas”, disse o CEO da Discovery, David Zaslav, a jornalistas na semana passada, em conferência em Sun Valley, Idaho, nos EUA, realizada pela Allen & Co.

“Daqui a dois ou três anos as pessoas comprarão tudo isso de uma mesma empresa. Temos um conteúdo excelente e exclusivo para oferecer, por isso eles precisarão de nós.”

As três empresas preferiram não comentar o assunto.

Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/pressionadas-pela-netflix-scripps-e-discovery-negociam-fusao/

Chineses querem comprar Renova Energia e ativos de geração da Light

Grupos chineses têm interesse na aquisição da empresa de energia limpa Renova Energia e nos ativos de geração de sua controladora, a Light, além da disposição de injetar recursos nas empresas para continuar projetos em desenvolvimento e pagar dívidas, segundo documento visto pela Reuters.

Tanto Light quanto Renova são controladas pela estatal mineira Cemig, que anunciou recentemente um enorme plano de desinvestimentos para reduzir dívidas que inclui a possível venda integral das duas empresas.

Em uma carta de intenções enviada à alta cúpula das companhias, o grupo chinês CIRI Information Technology Co. disse que representa conglomerados orientais como a PowerChina e que estes possuem interesse em comprar ativos de geração de energia renovável no Brasil, o que incluiria a totalidade da área de geração da Light e a Renova.

O interesse pelos ativos foi oficializado em 10 de julho, dias antes de a Light anunciar que concedeu exclusividade por 60 dias à canadense Brookfield em negociações para a venda da Renova, em um movimento que indica que possivelmente os ativos das duas empresas não serão negociados em conjunto.

“A PowerChina tem interesse em globalizar suas operações e conta com suporte técnico e parceria financeira com o CIRI para execução desses objetivos”, afirma a CIRI, empresa que executa ações de gestão e intermediação de investimentos financeiros para os principais bancos de fomento e investimento da China.

A Light é responsável pela distribuição de eletricidade na região metropolitana do Rio de Janeiro e possui cerca de 900 megawatts em ativos de geração, além de parte da Renova Energia, que investe principalmente em usinas eólicas.

Na carta, os chineses citam interesse na “realização de oferta de aquisição global do parque gerador do Grupo Light” e dizem que há “disposição para aporte direto de capital primário e secundário” para amortizar dívidas de curto prazo da elétrica, o que se daria em troca da participação societária da Cemig na empresa.

A proposta poderia incluir também a compra integral da área de geração da Light, incluindo participações dos demais sócios da empresa no negócio.

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O interesse também envolve a injeção de capital primário e secundário na Renova, com possibilidade de compra da totalidade da companhia (cláusula de “tag along”) e garantia de até 100 por cento dos recursos necessários para desenvolver os projetos em desenvolvimento que fazem parte do plano de expansão da geradora renovável.

As propostas evidenciam uma forte movimentação de investidores estrangeiros em busca de ativos de energia no Brasil mesmo em meio à maior crise econômica do país.

Procurada, a Cemig afirmou que não vai comentar o assunto.

A Light disse que “está atenta às oportunidades relacionadas aos seus ativos” e manterá o mercado informado. A Renova não comentou imediatamente o assunto.

A Reuters publicou no início de julho que a Renova Energia já atraiu uma proposta da investidora em empresas em reestruturação Oak Tree Capital Management, além da oferta da Brookfield.

A empresa de energia renovável controlada por Cemig e Light tem sofrido com falta de recursos para tocar um ambicioso plano de investimentos em usinas eólicas e solares desde o fracasso de um acordo com a norte-americana SunEdison –que havia se comprometido a aportar capital na companhia, mas desistiu do negócio após entrar em recuperação judicial nos EUA.

A Cemig também já disse recentemente que pretende vender a totalidade da Light. Em teleconferência neste mês, executivos do grupo mineiro disseram que receberam manifestações iniciais de interesse no ativo por pelo menos 12 empresas.

A Reuters publicou no início de junho que os planos para venda de ativos da Cemig e da estatal federal Eletrobras provavelmente atrairiam interesse de grupos chineses e de fundos de investimento, que têm uma visão de longo prazo em seus investimentos em energia no país.

Fonte: http://noticias.r7.com/economia/chineses-querem-comprar-renova-energia-e-ativos-de-geracao-da-light-19072017

Após veto à fusão com Estácio, Kroton está focada na expansão orgânica

Com o cancelamento da fusão com o grupo educacional Estácio Participações, após o veto do projeto pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a Kroton mergulhou com força em seu plano de expansão individual.

De acordo com o presidente da instituição, Rodrigo Galindo, o foco agora está na aquisição de faculdades presenciais de pequeno e médio portes, além da compra de ativos no segmento de educação básica e da construção de escolas. “Há 900 cidades no país com potencial para aquisição”, adiantou o executivo, em entrevista ao jornal Valor Econômico.

Recentemente, a Kroton antecipou junto ao Ministério da Educação (MEC) o pedido de abertura de 40 novas unidades de ensino presencial, que deve ganhar prioridade a outras 56 solicitações da rede educacional à entidade do governo federal.

Além do aumento de receita com essas iniciativas, a companhia já possui em andamento três projetos que garantem a rentabilidade ao menos até 2019. Somente neste ano, a previsão de fechamento de receita é de R$ 5,5 bilhões, com margem Ebitda em 44,1%.

A longo prazo, a meta da Kroton é investir mais na modernização e otimização de seu “modus operandi”, deixando de ser uma empresa que oferece simplesmente serviços e produtos digitais para se transformar realmente em uma companhia tecnológica. Para Galindo, trata-se de um projeto desafiador. “É uma forma de gestão mais rápida, em que as decisões são mais compartilhadas. Vamos ter que mudar o nosso mindset”, prospecta.

Fonte: http://girobusiness.com.br/kroton-esta-focada-na-expansao-organica/

Avast compra Piriform, empresa criadora do programa CCleaner

Um dos programas de gerenciamento de memória mais populares do Windows agora pertence à mesma empresa que faz um dos antivírus mais conhecidos do mercado. A Avast anunciou nesta quarta-feira, 19, a aquisição da Piriform, empresa sediada em Londres e que desenvolve o software CCleaner.

“A marca CCleaner casa muito bem com a Avast por várias razões. Ambos acreditamos em produtos gratuitos de alta qualidade”, disse Vince Steckler, presidente da Avast, no anúncio. “Com a aquisição da Piriform, nós aumentamos a nossa presença em Londres, que é um importante polo de empresas de tecnologia.”

O CCleaner é um programa utilitário lançado em 2003 com a função de localizar e apagar arquivos inúteis que possam estar desacelerando a performance de um PC. Em 2014, o software ganhou também uma versão para Android, onde já tem mais de 15 milhões de usuários. No total, a plataforma é usada por 130 milhões de pessoas, incluindo usuários de PCs e Macs.

Já a Avast foi fundada em 1988 e é conhecida pelo antivírus de mesmo nome, além de já possuir um “rival” do CCleaner chamado Avast Cleanup. Pouco mais de um ano atrás, a empresa fez outra aquisição relevante: por US$ 1,3 bilhão, ela comprou a rival AVG. Dessa vez, porém, os números da transação não foram divulgados.

Fonte: https://olhardigital.com.br/fique_seguro/noticia/avast-compra-piriform-empresa-criadora-do-programa-ccleaner/69823

Livraria Cultura compra Fnac no Brasil

A varejista francesa de música e livros Fnac Darty anunciou nesta quarta-feira acordo para vender suas operações no Brasil para a Livraria Cultura.

A Fnac Darty disse que licenciará a marca Fnac para a nova empresa e vai realizar uma recapitalização para ajudar a companhia a melhorar sua posição de mercado.

O grupo francês, porém, não revelou o tamanho da recapitalização, nem forneceu outros detalhes sobre o acordo com a Livraria Cultura.

Procuradas no Brasil, ambas as empresas não se manifestaram sobre o assunto de imediato. A conclusão da venda deve ocorrer nas próximas semanas.

A operação brasileira da Fnac inclui 12 lojas em 7 Estados do país e atividades de comércio eletrônico. A companhia opera no Brasil desde 1999, empregando atualmente cerca de 550 funcionários.

Segundo o grupo francês, as operações no Brasil são responsáveis por menos 2 por cento das vendas anuais do grupo de 7,4 bilhões de euros.

A unidade brasileira da Fnac estava entre várias empresas de varejo de eletrodomésticos e eletrônicos colocados à venda depois que o modelo de negócios de lojas amplas e baixo giro de estoque se tornou cada vez mais insustentável na pior recessão vivida pelo Brasil.

A Livraria Cultura foi fundada há cerca de 70 anos e possui atualmente 18 lojas e operação de comércio eletrônico.

“A união entre os dois grupos criará valores e sinergias, compartilhando culturas similares…e permitirá que a Livraria Cultura diversifique seus negócios adicionando novas linhas dos produtos e serviços”, afirmou a companhia em comunicado à imprensa.

Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/livraria-cultura-compra-fnac-no-brasil/

Continental anuncia compra da Quantum Inventions

Continental anuncia a compra da Quantum Inventions, empresa do ramo de tecnologia de dados baseada em Cingapura, provedora de soluções de navegação conectada, sistemas inteligentes para trânsito e transporte e processamento e análise de dados em tempo real. Com o negócio, a empresa irá adicionar ao portfólio de sua controladora novos sistemas para a promoção do transporte inteligente, incluindo a próxima geração de sistemas de navegação, que são altamente receptivos às informações em tempo real a partir dos dados de tráfego.

O negócio também fará com a Continental incorpore ao seu quadro 120 funcionários da Quantum Inventions, que atuam em seus três escritórios localizados em Singapura, Malásia e Indonésia, além do centro de desenvolvimento na Índia.

“A Ásia continua a desempenhar um papel cada vez maior em nossa estratégia. Iniciativas como a aplicação de estacionamento em tempo real do Park & Go para Cingapura, nossa recente joint venture com a China Unicom, a cooperação estratégica com a Baidu, e agora a compra da Quantum Inventions sublinha nosso foco no desenvolvimento de soluções de serviços de mobilidade. Estamos entusiasmados em fornecer um portfólio expandido de soluções personalizadas no mercado de serviços de mobilidade dinâmica”, afirmou o membro da diretoria executiva da Continental e chefe da divisão de interior, Helmut Matschi.

“A Continental planeja dobrar suas vendas atuais com serviços de mobilidade até 2020. Esta aliança proporciona ao nosso negócio um passo mais próximo do seu objetivo, de criar produtos, sistemas e soluções que, até 2025, assegurará 20 milhões de carros melhores, melhor mobilidade para 25 milhões de consumidores e vinte cidades melhores”, disse o chefe da Continental para a divisão de sistemas de transporte inteligente, Ralf Lenninger.

O CEO da Quantum Inventions, Saurav Bhattacharyya, acrescentou: “Estamos orgulhosos de fazer parte da Continental. Com nossos pontos fortes combinados na área de sistemas de transporte inteligentes, estamos preparados para fornecer uma forte proposta de valor para clientes, OEMs e cidades em todo o mundo”.

Fonte: http://www.automotivebusiness.com.br/noticia/26128/continental-anuncia-compra-da-quantum-inventions