BNDES terá participação minoritária na compra da Cedae

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pretende ser sócio minoritário da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), após sua privatização, com participação de até 49% das ações e poder de veto (golden share), informou hoje (28) o presidente da instituição, Paulo Rabello de Castro.

O processo consistirá de um empréstimo de até R$ 3,5 bilhões ao governo do Rio, deve levar entre 60 e 90 dias. O valor depende da avaliação do ativo da empresa. Nesta fase, a participação majoritária será de instituições financeiras do setor privado. O BNDES será agente financeiro da operação de crédito, com participação “módica”, segundo o presidente, apenas na parte que envolve investimento de capital.

As medidas foram anunciadas após reunião na sede do banco, no centro do Rio, entre Rabello de Castro, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, e o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco.

O prazo para aquisição final da companhia não foi estipulado por depender de restruturações institucionais do próprio BNDES, mas a expectativa do governo estadual é que o empréstimo antecipado seja depositado em setembro, informou o secretário de Fazenda, Gustavo Barbosa.

Segundo Paulo Rabello de Castro, o BNDES exige algumas precondições para participar da operação, como a inclusão dos 64 municípios que recebem os serviços da Cedae e dos empregados da empresa no processo de privatização. “Precisamos de razoáveis garantias de que essa empresa atende a legítimos interesses dos empregados que, ao logo de décadas, trouxeram a Cedae ao ponto que ela está.” O presidente do BNDES destacou também a questão da sustentabilidade ambiental, além de garantias de pacto efetivo para aumentar a eficiência de prestação de serviços aos usuários. A ideia é que os empregados e os municípios tornem-se sócios da empresa, disse Castro.

Ele frisou que a participação do banco no processo de desestatização da Cedae não é para fazer um “remendo financeiro”, e sim para buscar solução estruturante de mercado para o estado. “O banco não vende boias de salva-vidas. A operação busca a retomada do desenvolvimento do estado e, portanto, da sua arrecadação, sem o que o secretário de Fazenda não conseguirá fechar qualquer conta.”  Castro disse acreditar que o BNDES conseguirá atender às necessidades financeiras no fluxo de caixa no estado, embora o foco da instituição seja a retomada do desenvolvimento do estado com a geração de empregos.

O acordo de recuperação fiscal do Rio de Janeiro foi homologado na manhã desta sexta-feira. Na próxima segunda-feira (31), o governo do estado apresentará o plano de recuperação fiscal, que deve ser homologado em até 20 dias.
No dia 14 de agosto, o BNDES fará um certame para que seja avaliada a alienação futura da Cedae. A venda da Cedae foi estabelecida como contrapartida da União para prestar socorro financeiro ao estado do Rio, que enfrenta problemas econômicos desde 2015, com reflexos na segurança pública e no pagamento dos salários dos servidores, atrasados há vários meses.

Empregados da Cedae protestavam na porta do BNDES contra o anúncio de privatização. Para o representante do Sindicato de Saneamento da Cedae e empregado da empresa Ary Girota, a privatização trará apenas perdas para a população. “A Cedae hoje tem expectativa de arrecadar R$1 bilhão em lucros que poderiam ser revertidos para universalizar o saneamento. Se for privatizada, esse R$1 bilhão vai ser utilizado para o capital privado e lucro de seus acionistas.”

Fonte: http://istoe.com.br/bndes-tera-participacao-minoritaria-na-compra-da-cedae/

Engie Brasil busca aquisição e mira usinas de Cemig e Eletrobras

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São Paulo – A elétrica Engie Brasil Energia, da francesa Engie, tem avaliado oportunidades e pode fechar a aquisição de ativos de geração renovável “nos próximos meses”, disse nesta sexta-feira o presidente da companhia, Eduardo Sattamini, em teleconferência com investidores.

Ele afirmou que outros negócios em estudo na companhia são a participação em um leilão no qual a União oferecerá a concessão de hidrelétricas que pertenciam à Cemig, cujos contratos expiraram.

Futuras privatizações de hidrelétricas da estatal federal Eletrobras, previstas em uma reforma do setor elétrico atualmente em discussão no Ministério de Minas e Energia, também estão no radar da Engie, que é uma das líderes em capacidade instalada no Brasil.

“Somos o maior gerador privado e queremos manter essa posição”, disse Sattamini. “Temos olhado as oportunidades que vão aparecer no mercado em função da relicitação de usinas e das privatizações das hidrelétricas da Eletrobras.”

Ele descartou, no entanto, uma participação no leilão de privatização da estatal paulista Cesp, que está previsto pelo governo do Estado de São Paulo para acontecer em setembro.

Segundo o executivo, pesa na decisão o fato de o governo paulista ter decidido seguir adiante com a venda da Cesp sem prorrogar as concessões das usinas da companhia, que vencem entre 2020 e 2028.

“Sem a renovação da concessão, a gente entende que não agregaria perenidade à companhia. A gente prefere participar de processos onde a concessão tenha uma duração mais longa”, disse Sattamini.

Outros negócios

O presidente da Engie Brasil Energia disse que a empresa espera anunciar até o final do ano a conclusão de um processo em que busca compradores para suas usinas a carvão no país, que incluem uma usina em operação e uma em fase de construção.

Ele também afirmou que a elétrica deve participar do próximo leilão do governo para a licitação de concessões para a construção de novas linhas de transmissão de eletricidade, que deve acontecer neste segundo semestre.

A Engie chegou a participar de um leilão de linhas de energia em abril deste ano, mas não arrematou concessões.

“Estamos olhando, sim, e já escolhemos alguns lotes…No leilão anterior a gente teve pouquíssimo tempo para trabalhar…a gente vai estar bem mais preparado”, disse.

Segundo ele, a Engie buscará disputar a construção de linhas próximas a usinas operadas pela empresa ou perto de regiões em que a companhia pretende desenvolver projetos nos próximos anos.

Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/engie-brasil-busca-aquisicao-e-mira-usinas-de-cemig-e-eletrobras/

Clarion Events conclui a aquisição da Affiliate Summit

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A Affiliate Summit, um dos principais players da indústria de marketing de afiliados desde a sua criação em 2003, junta-se à Clarion Events ao lado da marca da Affiliate iGB para promover a visão de ambas as empresas e fornecer uma plataforma abrangente de eventos e informações para o setor de marketing afiliado.
Com a aquisição, a Affiliate Summit continuará a entregar feiras e conferências de marketing de afiliados nos Estados Unidos e agora terá a oportunidade de expandir a marca da Affiliate Summit internacionalmente.
Além disso, os co-fundadores da Affiliate Summit, Missy Ward e Shawn Collins, com mais de 20 anos de experiência em marketing de afiliados, continuarão liderando a Affiliate Summit na função de co-CEOs com o apoio de sua equipe altamente conceituada.
Shawn Collins comentou: “Clarion é amplamente considerada como uma organizadora de eventos líder e nós estaremos aproveitando seus conhecimentos para expandir internacionalmente e levar nossos eventos ao próximo nível. Tornar-se parte da Clarion irá agregar valor às nossas marcas atuais e fornecer uma oportunidade de levar novos produtos para mercados emergentes. Trazendo a Affiliate Summit e o iGaming Business que juntos oferecerão benefícios aprimorados para participantes e expositores”.
Alex Pratt, diretor-gerente da iGB Affiliate, Clarion Events disse: “Esta é uma aquisição realmente emocionante para a Clarion, que reúne a maior empresa de eventos de marketing de afiliados com os recursos, expertise e shows de afiliados bem sucedidos em igaming e finanças da Clarion. Missy e Shawn estabeleceram um negócio extremamente forte e estamos ansiosos para uma colaboração bem sucedida para melhorar os eventos dos EUA, bem como lançar a marca da Affiliate Summit internacionalmente”.
Fonte: GMB / Totallygaming.com

Lucro trimestral da MasterCard cresce 20% e supera expectativas

(Reuters) – A MasterCard, segunda maior processadora de pagamentos do mundo, divulgou nesta quinta-feira crescimento melhor que o esperado, de 20 por cento, no lucro trimestral, com as pessoas gastando mais em seus cartões de crédito e débito.

O lucro líquido da companhia aumentou para 1,18 bilhão de dólares, ou 1,10 dólar por ação, no trimestre, ante 983 milhões de dólares, ou 0,89 dólar por ação, um ano antes.

Analistas, em média, previam lucro de 1,04 dólar por ação, de acordo com o Thomson Reuters I/B/E/S.

A receita trimestral subiu 13,3 por cento, para 3,05 bilhões de dólares, impulsionada parcialmente pela aquisição da empresa de sistemas de pagamento Vocalink pela Mastercard.

Os gastos dos consumidores nos Estados Unidos, que correspondem a mais de dois terços da atividade econômica do país, têm crescido, apoiados por um mercado de trabalho mais restrito e pela redução da inflação.

Assim como para a rival Visa, a Mastercard tem nas compras sua maior geração de receitas, por facilitar as transações com cartões de crédito e débito, e ambas suas fontes de faturamento estão intimamente ligadas ao poder de compra dos consumidores.

(Por Pallavi Dewan e Diptendu Lahiri)

Empresa de frangos da JBS na Irlanda ‘vai a leilão’

Em agosto, um dos maiores processadores de frango da Europa será colocado à venda. Avaliado em US$ 1 bilhão, o frigorífico Moy Park tem sede na Irlanda e pertence à JBS. A expectativa é que as propostas sejam analisadas nas próximas semanas e a aquisição seja concluída até outubro, segundo fontes a par do assunto.

Grupos e fundos de investimentos de países europeus, como Reino Unido e França, além de gigantes chinesas, devem fazer uma espécie de leilão para conquistar o ativo.

Da Marfrig à JBS

A Moy Park, que pertencia ao grupo brasileiro Marfrig, foi adquirida pela JBS, em junho de 2015, por US$ 1,5 bilhão. A aquisição foi considerada estratégica à época, uma vez que marcou a entrada do grupo dos irmãos Batista na Europa.

A companhia irlandesa foi colocada à venda junto com outros ativos do grupo, depois que as delações da família Batista vieram à tona, no dia 17 de maio. O grupo assinou um acordo de leniência no valor de R$ 10,3 bilhões e está reestruturando suas dívidas.

Entre os grupos europeus interessados na empresa estão o fundo de private equity CapVest e a companhia Two Sisters Food Group, ambos do Reino Unido; os franceses LDC e Bigard; além da chinesa WH Group, controladora da Smithfield, apurou o Estado. Procuradas, nenhuma das companhias retornou os pedidos de entrevista. A J&F não comenta.

Fonte: https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/carnes/195999-empresa-de-frangos-da-jbs-na-irlanda-vai-a-leilao.html#.WXsioITyvIU

Odebrecht e Cemig divergem sobre oferta chinesa pela usina de Santo Antônio, dizem fontes

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SÃO PAULO (Reuters) – A estatal mineira Cemig e a empreiteira Odebrecht têm se desentendido sobre uma oferta apresentada pela chinesa State Power Investment Corp. (SPIC) para aquisição da hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia, onde ambas empresas são sócias, disseram à Reuters três fontes próximas ao assunto.

Envolvida em uma enorme crise financeira desde que foi atingida pelas investigações da Operação Lava Jato, a Odebrecht está ansiosa para vender sua fatia na usina, mas a Cemig tem travado o negócio por não concordar com o valor oferecido, disseram as fontes.

Uma primeira oferta da SPIC aos minoritários da usina já havia sido dispensada pela Cemig, mas uma segunda proposta feita no final de junho segue insatisfatória para os mineiros.

O aval dos mineiros é crucial para a operação, porque os chineses querem ser controladores, e a Odebrecht possui apenas cerca de 18 por cento do negócio.

Um dos problemas é que a proposta da SPIC avalia Santo Antônio por um valor bem menor do que o pago pela Cemig por parte da fatia da Andrade Gutierrez no empreendimento em 2014.

“Tem uma dificuldade, porque a Odebrecht aceita vender por um preço, mas a Cemig não quer aceitar porque pagou mais caro pelo ativo. Isso cria um certo impasse”, disse uma das fontes, sob a condição de anonimato.

Orçada em 20 bilhões de reais, Santo Antônio já está completamente em operação e é uma das maiores usinas do Brasil, com cerca de 3,5 gigawatts em capacidade instalada.

O empreendimento tem como sócios a estatal Eletrobras, além de Cemig, Odebrecht, FIP Caixa Amazônia Energia e SAAG Investimentos, uma empresa de participações onde Cemig e Andrade e Gutierrez são sócias.

A Cemig e a Odebrecht têm capitaneado as conversas para vender a usina, enquanto a Eletrobras tem dito que vai aguardar essas negociações e poderá eventualmente acompanhar os demais sócios na venda.

Tanto Cemig quanto Eletrobras anunciaram grandes planos de desinvestimentos que incluem a previsão de venda de Santo Antônio e outros ativos para reduzir seus níveis de envididamento.

BRIGA INTERNA

Uma fonte próxima às negociações da Cemig disse que a transação tem gerado desentendimentos na cúpula da empresa, com parte dos acionistas favorável à venda da hidrelétrica e outros em busca de uma oferta melhor pelo ativo.

A fonte disse que a oposição à venda neste momento é comandada pela Andrade Gutierrez, que é sócia da Cemig e controla a diretoria responsável pelas fusões e aquisições da companhia.

“Eles falam que o preço é insuficiente para vender o ativo”, afirmou.

As fontes não citaram valores envolvidos nas negociações.

Segundo duas das fontes, a avaliação sobre o valor de Santo Antônio tem sido impactada por diversos fatores, como uma discussão judicial sobre a produtividade da usina.

Em junho, uma avaliação da Aneel apontou que a usina tem “desempenho insatisfatório”, com uma geração média entre 2013 e fevereiro de 2017 que representa apenas 42,3 por cento da garantia física, que é o montante de eletricidade que a usina pode comercializar no mercado.

“A questão do valor (ofertado pela usina) ser baixo tem muito a ver com os passivos regulatórios, são um problema importante”, disse a primeira fonte.

Executivos da Cemig disseram em teleconferência no início de julho que a companhia estava “muito próxima” de vender sua fatia em Santo Antônio, mas desde então a companhia não comentou mais o negócio.

Procuradas, Cemig, Eletrobras, Caixa e Andrade Gutierrez disseram que não iriam comentar o assunto. A Odebrecht disse apenas que “seguem as negociações” pela venda da usina.

A Santo Antônio Energia, que reúne os sócios da hidrelétrica, não comentou a avaliação da Aneel sobre sua performance e disse que não acompanha as negociações dos sócios. Não foi possível contatar representantes da SPIC.

Fonte: https://extra.globo.com/noticias/economia/odebrecht-cemig-divergem-sobre-oferta-chinesa-pela-usina-de-santo-antonio-dizem-fontes-21638585.html

Cade aprova sem restrições compra da The Body Shop pela Natura

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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a aquisição da marca britânica The Body Shop pela Natura sem restrições, segundo despacho publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira, 25.

Em 9 de junho, a fabricante brasileira de cosméticos entrou em negociações exclusivas com o grupo francês L’Oréal para compra de 100 por cento da The Body Shop, em uma transação que pode movimentar € 1 bilhão.

A Natura concluiu a aquisição em 26 de junho, mas a operação ainda estava sujeita à aprovação de autoridades regulatórias no Brasil e nos Estados Unidos.

Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios,cade-aprova-sem-restricoes-compra-da-the-body-shop-pela-natura,70001903630

Grupo francês Saint-Gobain compra brasileira TekBond

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O grupo francês de materiais de construção Saint-Gobain anunciou, nesta terça-feira (25), a aquisição da TekBond – a número dois do mercado de adesivos industriais no Brasil.

O valor da compra não foi informado.

“A Saint-Gobain assinou um acordo definitivo para a compra de 100% do capital da TekBond”, empresa brasileira especializada na fabricação e na comercialização de uma ampla gama de adesivos, informa um comunicado.

“Essa aquisição permitirá à Saint-Gobain no Brasil obter importantes sinergias”, completou o grupo francês.

Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/grupo-frances-saint-gobain-compra-brasileira-tekbond/

AT&T negocia com EUA aprovação de acordo com Time Warner

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Nova York/Washington – As autoridades antitruste dos EUA começaram a negociar com representantes da AT&T e da Time Warner a respeito de possíveis condições que garantiriam a aprovação de sua combinação em uma operação de US$ 85,4 bilhões, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

As discussões, que estão em fase inicial, sugerem que os advogados do governo praticamente concluíram a análise realizada durante meses a respeito de como a AT&T, a maior distribuidora de TV paga, poderia mudar o panorama da mídia com sua oferta pela empresa dona da CNN e da HBO — e mostra que as partes começaram a conversar a respeito de como podem fazer a fusão funcionar sem prejudicar as rivais.

As autoridades antitruste dos EUA, que impediram muitas combinações entre concorrentes diretos, raramente interfere para impedir acordos verticais como esse. Mas o Departamento de Justiça está sendo pressionado a não aprovar a fusão. Concorrentes dos setores de mídia e de TV por assinatura disseram aos advogados do departamento que temem que a AT&T favoreceria a programação interna que compraria, segundo duas pessoas familiarizadas com o assunto.

Parlamentares democratas, por sua vez, afirmaram que o acordo poderia levar a preços mais altos e a menos opções. E o presidente dos EUA, Donald Trump, disse durante a campanha eleitoral que a combinação concentraria o poder da mídia.

Bom comportamento

Os advogados antitruste atualmente se concentram, segundo as pessoas informadas a respeito, em avaliar se a AT&T poderia fazer uma promessa de bom comportamento suficientemente convincente para satisfazer as autoridades — mostrando, por exemplo, que não usará seu peso para se aproveitar injustamente de sua própria programação.

Esse tipo de contrapartida, chamado de remédio de conduta, é comum em acordos verticais como esse. A AT&T está aberta às condições para diminuir as preocupações, disse seu CEO, Randall Stephenson, à CNBC, no ano passado, após o anúncio do acordo.

Um desafio: os advogados do Departamento de Justiça estão iniciando as negociações sem que seu novo chefe possa avaliar um acordo que transformaria a AT&T em um império midiático e de telecomunicações.

O diretor antitruste do Departamento de Justiça nomeado por Trump, Makan Delrahim, aguarda confirmação do Senado.

Delrahim não vê grandes problemas no negócio, a julgar por suas declarações públicas. Ele disse aos senadores, no início do ano, que as fusões verticais não costumam aumentar os problemas de concorrência.

Ele também disse no ano passado antes de sua nomeação que o acordo da Time Warner não cria grandes obstáculos antitruste apesar de seu tamanho, porque une uma distribuidora de TV por assinatura com uma provedora de conteúdo.

Pessoas familiarizadas com esse pensamento afirmam que ele não é fã dos remédios de conduta. Se rejeitar reparações comportamentais, ele poderia tanto decidir bloquear o acordo quanto aprová-lo sem mudanças.

Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/att-negocia-com-eua-aprovacao-de-acordo-com-time-warner/

Possível compra da Cedae pelo BNDES gera polêmica

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A quem cabe resgatar o estado do Rio de Janeiro de sua penúria? Nesta semana um novo e improvável candidato veio à tona: o BNDES. Esse mesmo: o famigerado banco estatal de fomento que turbinou a política de campeões nacionais do PT e que, no início do governo Temer, caminhava a passos decididos para uma gestão de austeridade e responsabilidade.

A proposta na mesa é que o maior banco de fomento do país compre do Estado do Rio sua empresa de saneamento, a Cedae, por cerca de 3,5 bilhões de reais. O valor ajudaria o Rio a resolver parte de seus problemas financeiros (os salários de boa parte dos servidores estão atrasados há dois meses), mas desvia de forma trágica o BNDES de sua caminhada para diminuir a interferência política de suas decisões.

 “Num momento em que se tentava deixar o banco independente e enxuto, a compra da Cedae é um desvio de foco muito grande”, diz Sergio Lazzarini, professor do Insper. Segundo notícias divulgadas ao longo da semana, a ideia de vender a Cedae ao BNDES vinha sendo gestada no governo do Rio há alguns meses. A venda foi autorizada pelo presidente Michel Temer nesta semana e, na próxima segunda-feira, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), se reúne com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, e com o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, para acertar os últimos detalhes.

 Pela proposta inicial, o banco compraria a Cedae via seu braço de investimentos BNDESPar e, nos próximos meses, finalizaria a privatização da companhia. O dinheiro arrecadado com a privatização serviria como uma antecipação de recursos ao Rio para pagar salários atrasados de servidores públicos e fornecedores, que hoje está em 2,4 bilhões de reais. Nas últimas semanas, a equipe técnica do BNDES se dedica a estruturar a privatização da Cedae, papel para o qual o banco havia sido destacado. Eis que, no meio do caminho, o BNDES deixou de assessorar para também assinar um cheque bilionário.

 “O papel do BNDES na privatização é vender e não comprar para reestruturar. Se o BNDES comprar a Cedae, não haverá pressão do governo para ajudar a vender a empresa depois. Ela pode acabar ficando na carteira do banco, como já aconteceu com outras empresas, e qual o ganho que o BNDES tem com isso?”, diz Elena Landau, ex-diretora de privatizações do BNDES.

 Em gestões passadas, como na de Luiz Carlos Mendonça de Barros, nos anos 90, o BNDES investiu em empresas estatais para antecipar receitas e incentivar leis estaduais que permitissem a privatização. Mas o banco era minoritário nas companhias. Desta vez, é diferente.

 Com a compra da Cedae, o banco passaria a participar ativamente da gestão da companhia, com permissão para indicar diretores e conselheiros. Com isso, o BNDES poderia fazer todas as mudanças necessárias antes de privatizar a companhia. “O papel do banco não é de fazer gestão. O que ele vai fazer? Contratar um headhunter e mudar a diretoria? Quanto tempo isso vai levar?”, diz um economista ouvido por EXAME.

 A nova gestão

 Segundo informações do jornal O Globo, a compra da Cedae teria simpatia do presidente do banco, Paulo Rabello de Castro. Para economistas, a história é mais uma polêmica de Rabello, que ocupa o cargo há pouco mais de um mês e meio. “O novo presidente tem dado sinais muito desconexos, destoando da orientação que a Maria Silvia vinha trazendo, que era muito boa. No mínimo trata-se de uma série de ações de uma pessoa que não entende o papel de um banco de fomento”, diz Lazzarini. Em nota divulgada nesta quinta-feira, o BNDES informou que recebeu demanda do governo federal em relação ao processo de compra da Cedae. “O corpo técnico do banco começou a analisar a viabilidade da operação e, assim que houver informações mais precisas, elas serão divulgadas”, diz a nota.

 No início do mês, Rabello de Castro se envolveu em uma polêmica ao criticar a Taxa de Longo Prazo (TLP), nova política do BNDES definida por medida provisória editada pelo governo antes da chegada de Rabello. O economista disse que a TLP pode prejudicar as empresas tomadoras de crédito ao reduzir a “previsibilidade” das condições dos financiamentos. A declaração culminou no pedido de demissão de dois diretores do BNDES, Claudio Coutinho e Vinicius Carrasco, ambos envolvidos na criação da TLP, que passará a vigorar a partir de 2018. Após o mal estar, Rabello de Castro voltou atrás e disse estar “vinculado ao projeto”. Na quinta-feira mais um diretor, Ricardo Baldin, da área de Controladoria, Gestão de Riscos e Tecnologia da Informação pediu demissão. Precisa de crédito? Saiba com a ContaAzul o que deve ser analisado antes de obter financiamento para pequenas empresas Patrocinado 

 O BNDES voltou, decididamente, ao centro das polêmicas – e isso é uma péssima notícia para o Brasil.

Fonte: http://exame.abril.com.br/brasil/possivel-compra-da-cedae-pelo-bndes-gera-polemica/